CALIANDRA MARINA

A arte contemporânea é aquela que reflete as características de nosso tempo: são as performances, as ocupações de espaço, as instalações, as interferências, a arte virtual. Enquanto isso, a pintura, a escultura, a gravura e outras técnicas que sempre foram muito usadas na arte enfrentam hoje o desafio de se tornarem atuais.

Caliandra Marina vem trabalhando com pintura e gravura desde 2000. Realizados em sua maioria em grandes formatos, com experimentações de diferentes tipos de materiais e técnicas, seus trabalhos investigam as possibilidades e limitações da tradicional técnica na contemporaneidade.

Todos esses trabalhos são frutos de experimentações artísticas, desde estudos feitos com materiais mais simples como lápis, giz e carvão, até a concepção do trabalho final, incorporando diversas técnicas e materiais, incluindo a impressão de xilogravuras e sobreposições de textos e poesias escritos pela própria artista.

A busca da forma, em sua essência, se faz por meio da matemática. Estudos de divisões e sessão áurea são usados nas composições para criar a relação da harmonia perfeita. A figura feminina distorcida se faz presente como lei da vida, em sua forma, somente essa essência, sem o rosto, sem estar perfeita, em harmonia com o conjunto se faz presente pelo simples fato de ser forma. Torna-se expressiva como personagem desses cenários utópicos, relembrando uma linguagem surrealista e representando a incessante busca de fazer parte do Mundo e lutar por ele.

Todo trabalho em seu conjunto é uma incessante busca de processos pictóricos (transparências, sobreposições); conceitos, concepções e possibilidades técnicas, de compreensão, interpretação, influência contemporânea e por fim o nível de abstração. O papel passa a ser o suporte ideal, e o trabalho final no seu conjunto é a própria multiplicidade de características, por isso a linha percorre livre o seu caminho sobre as formas e cores visuais quase abstratas.

É um trabalho que acompanha o ritmo de nosso tempo, uma seqüência demarcada por traços rápidos e precisos, que muitas vezes acabam partindo para as misturas de materiais e ao improviso.

EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS / EXPOSIÇÕES

2001 – 2003 Projeto Cultural Regiões – Resulta de um estudo independente realizado por alunos de Artes Visuais em diversas regiões do Brasil; estudando a arte e a cultura de cada região, para posteriormente ser realizada uma Exposição Coletiva sobre o assunto. Coordenada pelos alunos de Artes Visuais da ABRA – SP.
2001 Salão de Artes Plásticas – Coletiva ( Academia Brasileira de Artes ) – SP
2002 Salão de Artes Plásticas – Coletiva ( Academia Brasileira de Artes ) – SP
2003 Mostra Coletiva dos Alunos Belas Artes – SP
2005 Exposição Individual “UtopiAndo o Mundo”, no Beiramar Shopping – SC
2006 Exposição Individual “Redesenho”, no CEPON – SC
2006 Exposição Coletiva “Vivendo Juntos – Tempo de Bienal”, na ACAP ( Associação Catarinense dos Artistas Plásticos) – SC
2007 Exposição Individual “Simplesmente Sonho”, projetada pela própria artista, na Loja Furtacor – SC

OUTRAS ATIVIDADES
2002 Projeto Voluntário de Monitoria de Artes
Escola Estadual Sérgio Buarque de Holanda - SP
Voluntária
2005 Entrevista concedida a Luis Carlos Prates pela TV COM e Rádio CBN,
na RBS TV de Florianópolis
2005 - 2006 Vivência em Ateliê Dante Castelani, escultor
2006 - 2007 Apoio Cultural e Patrocínio de Material (Chapas de Acrílico), cedido pela Empresa RESERBRAS – GRUPO UNIGEL de São Bernardo do Campo - SP, mediante apresentação de Projeto e Proposta de Patrocínio à Empresa.

 

 

 

 

 


Obra: “Folhas”
Técnica: Colagem, aquarela, lápis de cor,
nanquim e aplicação de xilogravura sobre papel
Tamanho: 60 x 30cm
“São penas que caem nas águas,
São cores que caem no chão,
São folhas, folhas...”



Obra: “Paraíso do Futuro”
Tècnica: Tinta acrílica, colagens, lápis de cor, nanquim,
aquarela e aplicação de xilogravura sobre papel
Tamanho: 103 x 148cm



Obra: “Móbile – Porque chora”
Tècnica: Tinta acrílica, aquarela, recortes, colagens,
nanquim e giz pastel sobre papel
Tamanho: 26 x 26 cm
“ Porque choras em um mundo onde há guerras?
Se a terra grita, luta contra nós mesmos,
Cadê o mundo está morrendo?
Estamos destruindo nossa era,
Se choras é porque o mundo não é eterno”