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Exposição


GELSYRUIZ
Águas - Fantasia do Inesgotável


Quando: dia 01 de setembro a 02 de outubro de 2009
Horário: das 14h ás 18h
Onde:
ACAP - Prédio da Alfandega. Rua Conselheiro Mafra, 141, Centro . Florianópolis/ SC/ Brasil

Entrada:
Gratuita

Saiba mais sobre o artista: Gelsyruiz

 

 

 

 

Gelsyruiz - Artista
Florianópolis/SC - Agosto /2009

Águas – “Fantasia do Inesgotável”.
Seriam as torneiras, armas incontrolavelmente usadas e permitidas a qualquer tempo??? Onde e em que tempo foram usadas com bom senso? É sobre esse incontrolável destino, que busco, através do trabalho pictórico, chamar a atenção. O destino – das águas – que tanto me confunde. É esse olhar que lanço sobre o fado dessas esgotáveis nascentes, fantasia do inesgotável, e do uso indiscriminado e irresponsável, da falta de memória, do olhar que não se volta para o início, e, por essa razão, sem histórias para contar.

Águas – “O destino ”.
Esse trabalho, que venho desenvolvendo desde 2008, nasceu durante minha participação no Projeto Pretexto do SESC. Foi quando materializou-se a idéia que há muito tempo rondava minhas intenções: o desejo de me expressar artisticamente a respeito do assunto que tanto me atrai - a relação natureza versus homem. Faço uma reflexão sobre as escolhas que fazemos, e quais as conseqüências desse livre arbítrio para nosso destino, ao qual estamos intrinsecamente ligados. A memória é tão importante quanto o leito dos rios; as nascentes são as fontes que bebemos a vida inteira, sem elas não existe presente ou futuro. Seguimos em frente, em busca da felicidade nirvânica tão almejada, conscientes ou não. Me estranha, por isso, nosso comportamento como seres racionais que habitam a natureza, e que, no simples ato do abrir e fechar das torneiras, banham-se em fontes inesgotáveis de prazeres, ignorando os leitos que percorrem longos tempos. Sem olhar para trás, esquecem das nascentes, como se inesgotáveis fossem os recursos naturais.

 

"A pintura de Gelsyr. Gelsyr faz um tipo de pintura com códigos próprios, nas fronteiras entre o figurativo e abstrato. Seu processo de trabalho envolve um pensamento a priori, onde, perece, vai se aproximando afetivamente do “tema”, até se achar pronto para o embate com a tela. Sim, pois seu trabalho se dá através de gestos largos e de pinceladas untuosas, perpetrando certa impetuosidade no resultado plástico. Aprecia as grandes dimensões, onde realiza através de formas geométricas combinadas com linhas orgânicas um repertório de formas que não se deixam cair na leitura linear. Do trabalho de Gelsyr não se deve tentar aprisionar as interpretações, pois eles se prestão exatamente ao contrário. Romper é “a “ palavra para Gelsyr." (Rodrigo Cunha)